
Área Tecnológica na Mídia
02/06
EDUCAÇÃO
ITA 2026: Vestibular abre inscrições para 180 vagas em cursos de engenharia nesta segunda-feira (2)
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com sede em São José dos Campos (SP), abre nesta segunda-feira (2) as inscrições para o vestibular de 2026. São 180 vagas em cursos de engenharia. As opções de graduação são para diferentes áreas da engenharia. Atualmente, o ITA oferece cursos de engenharias Aeroespacial, Aeronáutica, Civil-Aeronáutica, Computação, Eletrônica, Mecânica-Aeronáutica, Sistemas e de Energia, divulga o G1. Os cursos têm duração de 5 anos. Os interessados têm até o dia 11 de julho para se inscrever.
GEOLOGIA
Estudo da UFRR mapeia rochas para expansão de pista no Surucucu, na Terra Yanomami
Pesquisadores do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Roraima (UFRR) realizaram uma missão técnica na região do Surucucu, localizada dentro da Terra Indígena Yanomami, entre os dias 25 e 28 de abril. O objetivo foi levantar informações geológicas e geotécnicas para subsidiar a ampliação da pista do aeródromo local, que atende operações militares e missões humanitárias na fronteira noroeste do estado. O trabalho está dividido em três etapas. Na fase mais recente, os pesquisadores realizaram um levantamento geofísico no morro Tchotchomary, área próxima à pista do 4° Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro, divulga o Folha BV. A elevação deverá ser removida para permitir a expansão da estrutura. Segundo o professor Vladimir de Souza, os dados obtidos permitirão avaliar as camadas do solo e o tipo de rocha predominante, informações essenciais para o avanço da obra. “A gente levou equipamentos de geofísica para ver as camadas do solo e analisar o tipo de rocha que existe no local. Ocorrerá a expansão da pista então era necessário saber o tipo de rocha, a dureza, profundidade. O estudo envolveu os conhecimentos de geofísica, geologia para ver que tipo de rocha tem próximo a pista para continuidade do projeto”, explicou. Além de ampliar a pista para receber aeronaves de maior porte, a proposta também busca fortalecer a atuação logística em ações na Terra Yanomami. A equipe da UFRR também tem colaborado com outras frentes, como a identificação de fontes de água subterrânea e o reconhecimento de unidades geológicas na região.
ENGENHARIA
Engenharia clínica 5.0: tecnologia, manutenção e estratégia na gestão hospitalar
A Indústria 5.0 é conhecida como uma quinta revolução industrial, onde os requisitos personalizados dos clientes podem ser atendidos. Anteriormente, a Indústria 4.0 permitia a personalização em massa. Agora, o cliente quer personalização em massa com um toque humano, que é o que a geração 5.0 permite, fornecendo um produto que esteja de acordo com as necessidades específicas dos clientes. Essa revolução industrial refere-se à interação entre pessoas e máquinas e chegou à saúde com a engenharia clínica. A engenharia clínica 5.0 é a aplicação avançada da engenharia, inteligência artificial, Internet das Coisas Médicas (IoMT), big data e outras tecnologias emergentes na gestão e operação de equipamentos médicos, com foco no paciente, na eficiência hospitalar e na personalização do cuidado. Essa abordagem vai além da simples manutenção de equipamentos, incorporando estratégias proativas, análise preditiva e sustentabilidade, informa o Saúde Business. “A engenharia clínica é um segmento da engenharia biomédica que atua em estabelecimentos de saúde, na gestão do parque tecnológico de dispositivos médicos (ventiladores mecânicos, cardioversores, bombas de infusão etc.), abrangendo desde o planejamento até a aquisição, implantação, manutenção e desmobilização de tecnologias em saúde. Seu objetivo é garantir que os equipamentos médicos estejam disponíveis, seguros e em plena conformidade com as normas regulatórias”, explica Fábio Martins Corrêa, diretor corporativo de Engenharia Clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Ao longo dos anos, a área evoluiu de um papel predominantemente operacional (focado na manutenção corretiva). “Atualmente, a engenharia clínica é reconhecida como uma área estratégica dentro das instituições de saúde, participando ativamente dos processos de acreditação hospitalar, da transformação digital e das tomadas de decisão em nível executivo”, destaca Fábio Martins Corrêa, diretor corporativo de Engenharia Clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Dentre as tecnologias emergentes que estão sendo mais aplicadas pela engenharia clínica, destacam-se, segundo o professor Sergio Bittencourt, da Faculdade de Ciências Médicas da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, a inteligência artificial, que vem contribuindo para os diagnósticos de falhas, análise de desempenho e apoio nas decisões clínicas; as ferramentas digitais como IoMT, big data, realidade aumentada e virtual, blockchain e digital twins, que promoveram a conexão de dispositivos em tempo real, analisando e simulando dados com foco na prevenção de falhas e na otimização de processos e treinamento.
INOVAÇÃO
Nova tecnologia usa resíduos de vidro e construção para criar material de solo sustentável
A expansão urbana acelerada pressiona cada vez mais os recursos naturais e o meio ambiente. O crescimento populacional global leva a um aumento contínuo da atividade de construção, que exige grandes volumes de materiais. Entre esses materiais, o cimento continua sendo o principal solidificador de solo utilizado, mas seu uso tem um custo ambiental elevado. Ele é responsável por uma parcela significativa das emissões globais de carbono. Além disso, os resíduos gerados nas construções continuam a se acumular em aterros sanitários. A quantidade de sobras de concreto, madeira, vidro e outros materiais descartados aumenta a cada ano. Diante desse cenário, encontrar soluções que reduzam o impacto ambiental do cimento e, ao mesmo tempo, deem uma destinação útil aos resíduos virou prioridade. Buscando uma resposta para esses desafios, um grupo de cientistas do Japão, liderados pelo Professor Shinya Inazumi, da Faculdade de Engenharia do Instituto de Tecnologia de Shibaura (SIT), apresentou uma nova solução. Eles desenvolveram um solidificador de solo de alto desempenho baseado em geopolímeros, aproveitando dois resíduos: o Siding Cut Powder (SCP), que vem da indústria de construção, e a sílica de terra (ES), extraída de vidro reciclado. Essa inovação propõe uma forma sustentável de estabilizar o solo, reduzindo a dependência do cimento e transformando sobras de construção em insumos úteis, divulga o Click Petróleo e Gás. O estudo foi publicado na revista Cleaner Engineering and Technology. O novo material consegue elevar a resistência à compressão do solo além dos 160 kN/m², patamar exigido para uso em obras de construção. Segundo o professor Inazumi, o trabalho representa um grande avanço nos materiais de construção sustentáveis. “Utilizando dois resíduos industriais, desenvolvemos um solidificador de solo que não só atende aos padrões da indústria, mas também ajuda a enfrentar os desafios duplos dos resíduos da construção e das emissões de carbono “, afirmou.
Curadoria: Superintendência de Relações Institucionais e Comunicação do Crea-SP

